sexta-feira, 14 de março de 2008

[Fora-tópico] Ouro BM&F chega no objetivo de R$ 55,20!

O ouro BM&F 250 gramas, atingiu o seu primeiro objetivo hoje, está R$ 55,00. Com uma rentabilidade de 10 %, em 2008, acima do CDI.

Com um canal de alta amigo!

Enquanto isso o FED dos EUA continua apertando o botão da "morfina de emergência". Voltemos aos gráficos, olhando com lupa, pois o momento pede isso.

Bom final de semana!


quinta-feira, 13 de março de 2008

Setor de shoppings cresce e disputa gestores qualificados.

Eu estou aqui!!...
Esse MBA de gestão de shopping centers acontece apenas em Sampa!
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Por Andrea Giardino, de São Paulo 03/03/2008 Gustavo Lourenção / Valor

Simões, que chegou à gerência-geral do Galleria Shopping, do grupo Iguatemi, buscou um curso de especialização na área

O aquecido mercado de shopping centers no Brasil está provocando uma verdadeira reviravolta não apenas no perfil dos profissionais que atuam na área, como no próprio quadro de executivos. Alguns cargos estão sendo criados dentro das empresas, o volume de contratações tem aumentado consideravelmente e a figura do administrador, antes associada à dos "síndicos de condomínios", passou a ser comparada com a de "prefeitos de mini-cidades".

"Existe uma intensa movimentação tanto entre profissionais do próprio setor, que apenas trocam de endereço, quanto de pessoas vindas de outras áreas", afirma Gustavo Parise, gerente da divisão de varejo da Michael Page, empresa especializada no recrutamento de executivos para média gerência. "Só em 2007, trabalhamos aproximadamente 30 vagas. Número que deve ser ainda maior este ano devido aos investimentos anunciados em novos empreendimentos".

Dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) mostram que o setor cresceu 16% ano passado em comparação a 2006, registrando um faturamento de R$ 58 bilhões. No total, 10 centros de compras foram abertos e a previsão para os próximos dois anos é de que sejam lançadas mais 30 unidades em todo o país. "Expansão que vai gerar uma falta de profissionais. Não há gente suficiente para ocupar todas as vagas que serão criadas", alerta Marcelo Carvalho, presidente da entidade.

O cenário altamente favorável tem levado muitas empresas a formar talentos internamente para evitar um "gap" de profissionais no futuro. É o caso da BR Malls, maior grupo de shopping centers do país e braço da GP Investimentos, que no final de 2007 criou seu programa de trainees. Os selecionados desenvolverão projetos em uma das diretorias e terão parte do salário atrelado a resultados (meritocracia), além do pagamento de bônus.

A remuneração variável, inclusive, é uma das armas adotadas por algumas companhias para reter os funcionários, diz Parise da Michael Page. Ele explica que com o mercado aquecido, é normal para o varejo pagar mais do que a indústria quando se trata de bônus. "Se na indústria, a média é de até três salários de bônus por ano, no varejo eles chegam a 10", afirma.

Não é à toa que frente a salários atraentes e a possibilidade de abraçar novos desafios muitos profissionais decidem fazer carreira na indústria de shoppings. O engenheiro Fernando Simões, 39 anos, gerente-geral do Galleria Shopping - que possui 50% de participação do grupo Iguatemi -, em Campinas (interior de São Paulo), nunca cogitou ir atrás de oportunidades fora do setor.

O executivo iniciou sua trajetória profissional no Galleria, há quase 16 anos, na área de operações. Apesar de sempre ter cuidado da parte de segurança, jardinagem, estacionamento e serviços técnicos, sempre quis direcionar sua carreira para a área de gestão. Em 2005, resolveu fazer o MBA em gestão de shoppings centers da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Abrasce. A aposta deu tão certo que um ano depois Simões foi promovido a gerente-geral.

E de quebra, passou de aluno a professor da escola. "Após dar palestras durante o curso, fui convidado a ensinar a disciplina de gestão de operações no MBA", conta. Ele acredita que o boom de novos empreendimentos esperado para os próximos dois anos deve contribuir para a escassez de mão-de-obra qualificada. "Existe muita dificuldade para contratar", afirma. O que, na sua visão, tem estimulado a abertura de cursos voltados para o setor, além de programas de qualificação de recém-formados. "A opção é capacitar gente de fora para suprir essa falta de profissionais".

Além de formar os talentos internamente, o Sonae Serra - maior conglomerado português que abandonou a atuação no setor de supermercados e passou a investir pesado na indústria de shoppings -, optou por uma iniciativa interessante. Aproveita sua presença em países como Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Grécia, Romênia e o próprio Brasil para promover intercâmbio entre os executivos.

"É uma forma de permitir que os líderes aprendam a ter uma visão global", diz João Pessoa Jorge, presidente do Sonae no Brasil. Em média, os executivos ficam fora um período que varia de seis meses a um ano. "Acredito ser uma oportunidade bastante rica, por abrir perspectivas de novos mercados e carreira", diz. Jorge explica que nas operações brasileiras quase não existe uma busca por profissionais de mercado quando é necessário admitir ou substituir alguém. "Formamos todos em casa", afirma. No país o Sonae administra nove shopping centers (oito em São Paulo e um em Brasília), além de ter mais um em construção, em Manaus, o que deve gerar novas contratações. Hoje, de acordo com o presidente, 380 pessoas trabalham para o grupo espalhadas nos departamentos operacionais e administrativos.

Outro exemplo de quem vem aproveitando a boa maré do mercado de shoppings é Carlos Zanetti, 61 anos. O executivo que acumula experiência de 15 anos no setor, estava como consultor antes de ser chamado para comandar o Shopping Frei Caneca, em São Paulo. Há pouco mais de duas semanas, assumiu a superintendência do centro comercial e na sua opinião, nunca o mercado esteve tão promissor quanto no último ano. "Alguns anos era mais intenso o troca-troca de cadeiras entre os profissionais de shopping. No entanto, os talentos estão se esgotando com a expansão do setor e a vinda de profissionais de outras áreas começa a ser realidade", observa.

Tudo, explica, resultado de uma concentração maior de empresas, formação de novos grupos e investimentos externos. Se antes os shoppings eram administrados por grupos familiares, atualmente o que se vê são conglomerados com apetite e caixa sobrando para sair às compras. Uma elite formada por quatro grandes nomes - Iguatemi, Multiplan, BR Malls e General Shopping - levantaram R$ 2,4 bilhões com IPOs (sigla em inglês para oferta pública inicial). Enquanto do outro lado há ainda gigantes como Brascan, Ancar, Sonae Sierrae Aliansce à procura de aquisições, reforçando o processo de concentração da área.

Desta forma, estão promovendo uma mudança radical no modelo de gestão da indústria de shoppings. O que por tabela atingiu os executivos que comandavam os empreendimentos. "O profissional precisa ser bem mais preparado, porque a competição é muito maior e o nível de exigência das empresas aumentou", destaca Carvalho, da Abrasce. Hoje, ele não cuida apenas da parte operacional, mas precisa ter uma visão macro, de estratégia e negócios. "Antes as empresas não eram abertas. Agora estão listadas na Bolsa e os acionistas exigem delas informações sobre resultados financeiros", destaca.

Em meio a essa expansão que promete acelerar ainda mais, a indústria de shoppings tem buscado talentos também em empresas ligadas ao varejo. "Até porque são atividades similares e com o mesmo ritmo", explica Zanetti, do Frei Caneca. Ele mesmo quando ingressou no setor de shopping em 1994 (participou do primeiro projeto de de 'outlet' no país, que acabou sendo mal-sucedido) havia deixado para trás uma trajetória de 12 anos na Alpargatas. Lá ocupava uma diretoria da divisão de varejo.

quarta-feira, 12 de março de 2008

BRMALLS anunciou EBITDA de R$48,2 milhões no 4T07, crescimento de 121,8% sobre o 4T06, e daí!


Rendimento da BRML3:

-2.40 % (30 dias)
-17.94 % (6 meses)

Durante o 4T07, a receita bruta da BRMALLS cresceu 121,4%, alcançando R$81,8 milhões. A receita bruta acumulada do ano de 2007 alcançou R$222,7 milhões, um crescimento de 128,7% quando comparado ao ano de 2006.

O NOI consolidado do 4T07 alcançou R$67,8 milhões com margem de 91,0%, crescimento de 140,4%. O NOI consolidado acumulado para o ano de 2007 alcançou R$171,6 milhões com margem de 86,9%, aumento este de 132,4% sobre o ano de 2006.

O EBITDA ajustado pelas despesas não recorrentes incorridas durante o 4T07 alcançou R$48,2 milhões, um aumento de 121,8% quando comparado com o mesmo período em 2006, e R$140,6 milhões durante o ano de 2007, um aumento de 143,5% quando comparado ao ano de 2006. Já o EBITDA ajustado Proforma alcançou R$202,2 milhões para o ano de 2007, um aumento de 250,2% sobre o ano de 2006;

O FFO ajustado pelas despesas operacionais não recorrentes alcançou R$21,0 milhões durante o 4T07, crescimento de 6,9% e R$78,8 milhões durante o ano de 2007, crescimento de 98,5%. O FFO ajustado Proforma alcançou R$83,3 milhões no ano de 2007, crescimento de 110,0% sobre o ano de 2006. A margem FFO alcançou 27,8% no 4T07 e 38,1% no ano de 2007 e 29,5% no Proforma;

Durante o ano de 2007, a BRMALLS cresceu 311,2% em ABL próprio adicionando 281,8 mil m2 ao seu portfolio e 277,7% em ABL Total, ou 659,1 mil m2;

Durante o ano de 2007, a BRMALLS concluiu 39 transações adicionando 23 shopping centers ao seu portfolio. Só no 4T07, a empresa adquiriu participação em 3 novos shoppings e concluiu 8 transações. No total, se tivéssemos concluído todas as transações no dia 1 de janeiro de 2007, teríamos adicionado em 2007 aproximadamente R$133,0 milhões de NOI projetado ao nosso portfolio existente. Atualmente o NOI realizado do nosso portfolio adquirido está, em média, 11,5% acima do NOI projetado na época da aquisição;

Para financiar todo seu crescimento, a BRMALLS foi extremamente bem sucedida acessando o mercado de capitais diversas vezes durante o ano, captando aproximadamente R$2,6 bilhões ao todo.

terça-feira, 11 de março de 2008

Grupo Catuaí não está na Bovespa!

Reportagem Valor:

Grupo Catuaí investe R$ 320 milhões em quatro shoppings
Marisa Cauduro/Valor

Khouri, presidente do grupo Catuaí, anuncia hoje a construção de seu segundo centro de compras em Londrina

O grupo Catuaí, criado nos anos 70 para atuar na construção civil, está reforçando sua posição no segmento de shopping centers, com investimentos que somarão R$ 320 milhões até 2010 em quatro empreendimentos em municípios do Paraná. Um deles, o Londrina Norte, que terá 183 lojas, será lançado hoje no mesmo município onde, 17 anos atrás, foi inaugurado o Catuaí Londrina, que atualmente está em reforma para ampliar o número de lojas de 240 para 335.

Em outubro, o grupo fincou o pé na vizinha Maringá e começou a construir um shopping com 231 lojas. Agora, prepara para o primeiro semestre a entrada em Cascavel, no oeste do Estado, com a construção de um empreendimento com capacidade para abrigar 190 lojas, em um terreno comprado há 12 anos.

O presidente do grupo, Alfredo Khouri, disse que, somados aos gastos indiretos com montagem das lojas e infra-estrutura, os investimentos totalizarão cerca de R$ 580 milhões nas quatro unidades. Para o Londrina Norte estão previstos ao todo R$ 150 milhões, sendo R$ 80 milhões próprios. O empreendimento ficará em uma área oposta ao do outro shopping e deverá ser inaugurado em novembro de 2009. "A região norte é nova e vínhamos tentando comprar o terreno há oito anos", contou o empresário.

Para o shopping que o grupo já possui na cidade estão previstos R$ 80 milhões na expansão, sendo R$ 50 milhões próprios. A reforma deverá ser concluída em outubro, para aproveitar as vendas de fim do ano. Na unidade de Maringá serão investidos R$ 180 milhões (R$ 100 milhões próprios) e, na de Cascavel, R$ 170 milhões (R$ 90 milhões próprios).

O lançamento do Londrina Norte acontecerá apenas três dias depois de a Sonae Sierra Brasil anunciar que também construirá um shopping em Londrina, que é a segunda maior cidade do Paraná (500 mil habitantes), em parceria com um sócio local, a empresa Marco Zero. Nele estão previstos R$ 135 milhões em investimentos e a inauguração deverá acontecer em março de 2010. De acordo com a empresa, com nove centros comerciais e de lazer em funcionamento no país e outro em desenvolvimento em Manaus (AM), ele ficará em um complexo com hotel, prédios residenciais e comerciais, teatro e um centro de convenções.

Khouri diz que respeita o Sonae e outros grupos e a chegada de concorrentes não altera seus planos. "O interior do Paraná vive um bom momento", argumenta, não só em referência ao que acontece no campo, mas na economia como um todo. "Esperamos a hora certa para investir e estaremos nas principais cidades do Estado, menos a capital." O empresário adiantou que negocia a entrada de parceiros nesses empreendimentos, entre eles fundos de investimentos. E, prepara para 2009 a chegada em outros Estados do sul e do sudeste.

Sem citar números, Khouri contou que, entre 2003 e 2007, o faturamento do grupo no mercado de shoppings cresceu 75%. Pelos planos atuais, até 2010 o Catuaí terá acumulado 156 mil m2 de área bruta locável. O grupo diz que acumula "mais de mil obras construídas em várias cidades brasileiras" e sede administrativa em São Paulo.

segunda-feira, 10 de março de 2008

"Tinha um touro no shopping, mas vendo direito..."

A Vaca Drummond foi parar no Shopping Leblon

Tinha um touro no shopping, quando eu fui esse final de semana! Mas vendo direito, era uma vaca e ainda por cima "estava lendo". Perfeito! Logo...

Tenham paciência com o mercado das ESCs.

PS: Vale chegando aos R$ 46,00 e Ibovespa aos 60 mil conforme falei, isso num primeiro momento!

Indústria de shopping centers cresce 16% em 2007.

A indústria de shopping centers no Brasil fechou o ano de 2007 com faturamento de R$ 58 bilhões, o que representa um crescimento de 16% em relação ao ano anterior, segundo levantamento anual realizado pela Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers).


'Mesmo com todos os fatores positivos que alavancaram o bom desempenho dos shoppings, nossa previsão era de um incremento de 13% nas vendas', explica, em nota, o presidente da associação, Marcelo Carvalho. Segundo o presidente, a expansão na oferta de crédito, os juros mais acessíveis com inflação controlada, o crescimento do emprego formal e consequente aumento da massa salarial são alguns dos elementos que explicam a expansão. (Redação - InvestNews)

sexta-feira, 7 de março de 2008

Tentando analisar Multiplan (MULT3) graficamente.

Toda verdade é sinuosa (Friedrich Nietzsche)

Tento analisar Multiplan (MULT3) graficamente mais fica difícil, dei um "nível 2" de tecnicidade no momento (de uma escala de 1 a 4 que criei), logo não opero o papel, só "nível 4".


Volume Médio : 2517.3 mil R$ (15 pregões) 3655.4 mil R$ (80 pregões)

Rendimento : 7.90 % (30 dias) -12.18 % (6 meses) -12.92 % (12 meses)

Ação deu uma subida boa de final de janeiro pra cá, de 26% contra o CDI, mas nada que anime para o longo prazo, segue gráfico com o custo de oportunidade do CDI.

Como Vale tem que chegar na cotação de R$ 46,00, acho que ainda o mercado cai mais.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Será que os homens não consomem nos shopping centers?

Ficou arraigado na nossa cultura que fazer compras em lojas é uma atividade bem feminina, só mulheres gostam. Estamos na Semana da Mulher os shoppings oferecem atividades especiais para a Semana da Mulher. Tem esse vídeo da campanha da Multiplan, onde não aparecem nem homens, nem crianças.

Acho errada essa abordagem pois toda campanha é direcionada as mulheres, esse vídeo é do mês passado, não tem ligação com a Semana da Mulher. Semana da Mulher que vai acontecer a partir do dia 8 de março, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher



A Multiplan investiu R$ 2 milhões em campanha criada pela JWT, a Liquidação do Lápis Vermelho no mesmo período em todos os seus shoppings. Foi de 14 a 17 de fevereiro, BarraShopping e New York City Center, no Rio; MorumbiShopping e hoppingAnáliaFranco, em São Paulo; BH Shopping, DiamondMall e Pátio Savassi, em Minas; ParkShopping, em Brasília; ParkShoppingBarigüi, em Curitiba e RibeirãoShopping, em Ribeirão Preto (SP) oferecendo descontos.

“Aproveitaremos a força da marca mais lembrada pelos nossos consumidores para fazer uma grande campanha durante os quatro dias de liquidação. Isso irá fortalecer ainda mais a ação e estimular a participação dos lojistas”, explica a superintendente de marketing da Multiplan, Beatriz Alves.

No total foram investidos R$ 2 milhões na campanha criada pela JWT especialmente para a data. No filme que estreou dia 13 de fevereiro, um locutor esportivo narra a
preparação de mulheres de diferentes estilos para o esporte que elas mais gostam
– as compras.

A campanha também contou com divulgação em jornal, rádio, revista e Internet, além da comunicação dentro dos shoppings. Alguns shoppings tiveram um horário especial durante a Liquidação.

VIVA AS MULHERES!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Análise gráfica não funciona com formador de mercado!

Olá todos, espero que estejam bem.
Obrigado pela audiência, mesmo não conseguindo atualizar o Blog diariamente, no momento.

Recebo muitas mensagens, geralmente anônimas, com essa afirmação que dá título a postagem, questionando a presença forte do formador de mercado nas ESCs. E dizendo para mim, que a análise gráfica não funciona quando "essa turma" com poder financeiro aparece e que ainda opera por outras corretoras, levando para onde quer o preço do papel...

Me deparei com essa notícia num dos vários sites de finanças que leio:

"- O ciclo negativo enfrentado pelos mercados no mês de janeiro abriu espaço para muitas oportunidades, ainda mais considerando-se a recuperação recente dos índices acionários. Mas em relação ao setor brasileiro de shopping centers, a visão dos analistas do UBS é de que os fundamentos do setor ainda não estão incorporados nos ativos. Duramente penalizados pelos impactos da crise, os papéis do setor ainda reservam grande potencial para a instituição. "A performance abaixo da média parece completamente `disconectada` dos fundamentos do setor", salienta o UBS. A conclusão de projetos de expansão e o forte potencial de crescimento das vendas do segmento colocam as perspectivas para os ativos entre os melhores do mundo dentro do setor, mas que no momento são negociados a múltiplos baixos na comparação com os papéis do setor ao redor do globo."

Em 28 de agosto do ano passado a BRMALLS contratou o Banco UBS Pactual como Formador de Mercado. segue a relação das ESCs e seu respectivo Formador de Mercado:

UBS Pactual CTVM S.A.=====>(Iguatemi) (IGTA3)
UBS Pactual CTVM S.A =====>(Multiplan) (MULT3)
UBS Pactual CTVM S.A.=====>(BR Malls) (BRML3)
UBS Pactual CTVM S.A.=====>(JHSF) (JHSF3)
Ágora CTVM S.A.==========>(General Shopping) (GSHP3)
Credit Suisse Brasil S.A. CTVM ====>(Brascan Res) (BISA3)

Segue a posição das corretoras na BRML3 em fevereiro de 2008 até hoje:

Vemos pelos dados do Enfoque acima (clique para aumentar), que o saldo operado pela UBS Pactual CTVM S.A no mês de fevereiro é três vezês maior que o segundo colocado em saldo.

Hoje mesmo o UBS Pactual fez uma direta com JHSF3 às 16:34 UBS Pactual compra 6,50 1.041.700 UBS Pactual vende) 1.053 no valor de R$ 6.771.050,00. Ações que não negociam mais que 1 milhão de reais por dia. Hoje foi recorde!

A premissa básica da Análise Gráfica é que todos os fatos econômicos, políticos e psicológicos, e outras "cousas" que condicionam os preços das ações, estão embutidos no preço do papel.

Eu não tenho ligação com banco nenhum, nem pelo que opero, nem amigos e parentes bem relacionados, e já recebi 2 cartas da CVM me questionando como "insider information", acredite!! Como tendo informações privilegiadas de dois papéis que operei na base da Análise Gráfica, um deles até sem muita liquidez na época e ganhou volume depois. Respondi ao questionário e mostrei por "A+B" os gráficos com minhas análises e deu tudo certo!

Por isso com formador de mercado ou sem, minha única ferrramenta é a Análise Gráfica. Agora dou um tempo (parte da estratégia) se ficar parado, parto pra outra, se tem gente segurando ou não, já fui...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Visão geral e rápida sobre as empresas de shopping centers na Bovespa.


Como mostra o quadro acima, as atrasadas do setor são MULT3 e JHSF3 com perdas acentuadas desde o IPO. O pregão de ontem confirmou a compra da JHSF3 com o corte do nível de R$ 6,70, com um bom volume, fechando a R$ 6,75. Sei que existe um questionamento de colocar JHSF no meio das ESCs, enquanto quase todas as empresas do setor imobiliário que foram à bolsa nos últimos dois anos se voltam para o mercado de baixa renda em busca de crescimento rápido, a JHSF segue exatamente o caminho contrário.

A companhia, que não entregou o volume de lançamentos prometido para 2007 e viu o valor de suas ações caírem quase 15,6% desde a oferta pública, vai continuar concentrando seus esforços em empreendimentos voltados para a classe média alta e para a seleta parcela de milionários brasileiros. além do perfil dos clientes, quase tudo na JHSF é diferente da maior parte das companhias do setor. Além dos residenciais, a companhia também continua investindo em edifícios comerciais e shoppings centers. Então por isso está aqui no Blog.

Confirmando a figura do "diamante" ou "O-C-O torto" (vide postagem http://shopcb.blogspot.com/2008/02/jhfs-leva-o-luxo-para-amaznia-e-faz.html) com objetivo a R$ 9,00 ("gap"), estope a R$ 6,45. Segue gráfico com os mais recentes volumes:

Quanto a Multiplan (MULT3) ainda não fechou acima dos R$ 20,20, apesar de ter colocado um bom volume ontem também, não confirmou compra. BRMALLS, Iguatemi (IGTA3), General Shopping e Brascan, como já comentei nas postagens antigas, sem indicação de compra no momento.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Não recomendo as ações da General Shopping Brasil S.A

Clique no gráfico para ver maior.

A ações da General Shopping Brasil S.A no meu ponto de vista estão em baixa, não recomento a ação conforme mostra o CEACIOM (vejam nomenclatura).

Foi muito sensível a queda dos mercados. Tem compradores ao nível de R$ 12,50 e vendedores agora a R$ 15,00, volume muito pequeno tem corretoras que tem que se fazer um pedido especial para comprar essa ação. Fechou o "gap" de R$ 15,00 de outrubro/2007. Tem "spread" entre comprador e vendedor de 7%, não gosto disso!

Como todas as ESCs não recomendo pro longo prazo. Parti pro "swing trade", mercado muito volátil.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Sobre o Blog.

Para pesquisar dentro deste Blog por um tema ou palavra chave específica, é só colocar o que você procura nesse campo, lá em cima, que você encontra tudo que postei sobre o assunto que você está procurando.

Procure sempre olhar as postagens mais antigas aqui do blog, para tomar ciência do mercado e das minhas análises. Tem muita coisa boa, tem uns textos grandes, eu sei, mas é informação sobre o segmento.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

BR Malls (BRML3) um erro... Brascan (BISA3) um acerto.


A Brascan (BISA3) que realizou o maior negócio no setor de shopping centers no país. Continua no seu canal de baixa, como coloquei numa postagem antiga http://shopcb.blogspot.com/2007/12/o-maior-negcio-j-realizado-no-setor-de.html que ia a R$ 8,00, já chegou a R$ 8,40, vamos continuar observando o movimento do papel.

Quanto a BRMALLS furou pra cima de novo e venceu aquelas "torcidas" todas que falei, acontece! Pois a BR Malls anunciou nesta segunda-feira passada que irá gerenciar a Villa Daslu, shopping com 70 lojas anexa à boutique de luxo Daslu. Segundo a empresa, foi firmado um consócio onde a BR Malls ficará responsável pela administração da Villa Daslu, sem nenhuma espécie de pagamento ou troca de ações entre as duas partes.

Tanto a Daslu como a operação das marcas internacionais feitas pela boutique de luxo ficam de fora desta negociação.

Com o negócio, a BR Malls --que já gerencia 30 shoppings centers-- entra em definitivo no segmento de alto luxo. Para a Daslu, repassar a administração da Villa Daslu dá fôlego para que a empresa foque seus esforços em sua própria loja, incluindo planos de expansão para outras cidades.

A Daslu e a Villa Daslu --localizados na Vila Olímpia (zona sul de São Paulo)-- foram o Espaço Daslu, que possui cerca de 15.500 metros quadrados de área.

"Para a BR Malls, o acordo significa se posicionar em um empreendimento de marcas extremamente qualificadas, complementando seu portfólio atual", disse a empresa em comunicado ao mercado. "A BR Malls pretende levar seu conhecimento em shoppings centers para a Villa Daslu, implementando uma gestão profissionalizada no empreendimento."

PS: Obrigado Antonio pelas palavras.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

JHFS leva o luxo para Amazônia e faz diamante no gráfico.


A ação da JHSF3 tinha uma alvo a R$ 5,11 foi a R$ 5,47, apesar da baixa liquidez, é um papel que me interessou esses dias. Vamos observar para que lado sai, desse diamante bruto. Já fiz minha estratégia para o papel, mesmo achando que o mercado está indefinido-baixa.


Claudia Facchini 14/02/2008 / Valor

Filipe Vasconcelos, diretor de novos negócios para shoppings, da JHSF: potencial turístico pela proximidade do porto.

A JHFS, que irá inaugurar em abril o shopping Cidade Jardim, o novo templo do luxo da capital paulista, decidiu construir um empreendimento de alto padrão na selva amazônica. Em comunicado enviado ontem à noite à Bovespa, a empresa informa que irá desenvolver em Manaus (AM) um projeto de uso misto, que envolve um shopping center e 11 torres de escritórios e apartamentos residenciais. A área de 86,5 mil metros quadrados foi escolhida a dedo. Localizado no bairro de Ponta Negra, próximo ao hotel Tropical, o mais tradicional da capital amazonense, o terreno situa-se em uma das regiões mais nobres de Manaus.

"Os edifícios terão vista para o rio e o shopping, por estar perto do local de onde partem os barcos, também deve atrair turistas", acredita Filipe Vasconcelos, que foi contratado há três meses pela JHFS para ocupar a recém-criada diretoria de novos negócios para shopping centers. O posto foi aberto justamente para intensificar a prospecção de oportunidades neste mercado, que hoje responde só por 10% da receita da companhia. A JHFS acredita que a receita com locação de lojas em shoppings e de edifícios comerciais pode representar 20% de seu negócio dentro de alguns anos.

A empresa, porém, manteve-se até agora distante do forte movimento de aquisições por que passa o setor. As demais operadoras de shoppings, como a BR Malls, saíram à caça de shopping independentes. "Olhamos muito o que acontece, mas, por enquanto, nenhuma (aquisição) fazia sentido", disse Eduardo Câmara, vice-presidente da JFHS. "Os projetos greenfield ( do zero) possuem taxas superiores de retorno", acrescenta o executivo. A JHFS, que é dona do Hotel Fasano, também dá preferência a projetos de uso misto, que não incluam apenas shoppings.

A JHFS irá construir outro megaempreendimento em Salvador (BA), que terá, além de um shopping, 29 torres comerciais e residenciais. A companhia não informou o valor que será investido nesses empreendimentos.

A Amazônia está na moda. Além do grande potencial turístico, a Zona Franca de Manaus passa por uma fase de expansão, fazendo com que o Estado mostre taxas de crescimento de mais de 3% ao ano. Em setembro do ano passado, o grupo português Sonae Sierra também anunciou que irá construir um shopping em Manaus, orçado em ? 67 milhões de euros.

"Manaus, que possui 1,7 milhão de habitantes, é a cidade com o menor taxa de penetração de shoppings", afirma Vasconcelos. Até hoje, capital amazonense só possui um centro comercial de grande porte, o Amazonas Shopping, que já chamou a atenção da BR Malls. Além de adquirir uma participação acionária no empreendimento, a empresa passou a administrá-lo em 2007.

O shopping da JHFS será voltado para o público de renda mais alta, mas, segundo Vasconcelos, o mix de lojas não será o mesmo do Cidade Jardim, onde estão se instalando marcas de luxo. "Em Manaus, deve haver um maior número de lojas nacionais. Acreditamos que o shopping será a porta de entrada para muitas varejistas", diz Vasconcelos. O shopping é um dos maiores empreendimentos imobiliários da cidade e será construído em fases. A primeira delas deve ser lançada em 2009.

Segundo a JHFS, o valor geral de vendas - indicador conhecido pela sigla VGV e que projeta o potencial de receita gerado pelo empreendimento - do shopping de Manaus está estimado em R$ 400 milhões. A área bruta locável do shopping será 32 mil metros quadrados. A empresa calcula que o VGV do megaprojeto de Salvador será de R$ 700 milhões. Nesta cidade, o shopping terá 48,8 mil metros quadrados de ABL.

Problemas particulares e o Blog.


Olá todos! Espero que estejam bem.

Estou tendo alguns problemas particulares (saúde na família) para resolver e estou utilizando o tempo de atualização do Blog para isso.

Mesmo assim vou tentando tocar mais esse serviço.
Obrigado pela audiência.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Multiplan expande e a "Turma do Bazar da Pechincha".



MULTIPLAN (Bovespa: MULT3)

Multiplan segue no seu canal de baixa (padrão forçado por mim!) fazendo mais um toque hoje na resistência dos R$ 19,60, fechando ligeiramente abaixo e deixando muitos fundos de vendedores, desde que caiu dos R$ 28,00.

A Multiplan comunicou que expande para Nordeste com a construção de um novo shopping em Maceió em associoção com a Aliansce Shopping Centers S.A. para a construção do Shopping Maceió, localizado na Av. Gustavo Paiva, em Maceió, no estado de Alagoas.

O projeto consiste num shopping de aproximadamente 36.000 m² de ABL. A participação da Multiplan no empreendimento será de 50%, numa gestão compartilhada com a Aliansce. O investimento total estimado é de R$ 166 milhões, mas ainda sujeito a revisões e alinhamento com a Prefeitura.A inauguração está prevista para o segundo semestre de 2010 e o novo empreendimento terá uma taxa interna de retorno nominal desalavancada esperada acima de 20% a.a.

De uma forma geral, eu acredito que a "Turma do Bazar da Pechincha", (como chamo quem acha que as ações caíram e estão num bom preço, mesmo depois da grande alta nominal de 640 % da Bovespa desde o meio do ano de 2002 pra cá) que sempre aparece nesse momentos e que levou o Ibovespa dos 53.200 aos 62.828 (18%), tudo conforme manda o figurino. Confesso que não acredito numa alta maior, mas quem vai me dizer isso é o mercado, quem sou eu.


O nível de 53.800 é o divisor de águas.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Novos, ampliados ou reformados, shoppings de Curitiba prometem em 2008.


Excelente página com os shopping centers da região de Curitiba (Shopping Mueller, Crystal, Barigui, Estação e Curitiba)
http://www.curitiba-parana.net/shoppings.htm

Segue matéria local:



ECONOMIA CONSUMO publicado na edição impressa de 05/02/2008

Com duas inaugurações serão 12 unidades na Grande Curitiba, num total de 276 mil m2.

por ROSANA FÉLIX

Os shopping centers da região de Curitiba – grandes e pequenos – vão investir pesado na reforma e ampliação de espaços neste ano. Esse movimento coincide com a inauguração de dois novos empreendimentos, que vão representar um acréscimo de 37% na Área Bruta Locável (ABL). Com o Shopping Palladium (bairro Portão), que tem previsão de abertura para abril, e o Shopping São José (São José dos Pinhais), o qual deve ser inaugurado em setembro, a grande Curitiba vai contar com 12 shoppings, que totalizam 276 mil metros quadrados de ABL.

Os grandes shoppings da cidade estão fazendo a mudança de mobiliário, reformando fachadas, pisos, vitrines e banheiros. Já os empreendimentos menores, que ficam espalhados pelos bairros, estão fazendo – ou começarão em breve – ampliações significativas. O Shopping Jardim das Américas, por exemplo, que nasceu como um pequeno centro comercial em 1997, conta hoje com 30 mil metros quadrados de área construída, após investimentos de R$ 20 milhões nos últimos três anos.

Mapa do consumo (clique para ver)

Representantes dos shoppings confirmam que a concorrência estimula as reformulações, mas dizem que o ponto principal é servir bem ao cliente. Para a gerente de marketing do Mueller, Laura Ranaldi, a revitalização deve fazer parte do cotidiano de um shopping. O Mueller inaugurou a reforma da sua praça de alimentação no início de dezembro, com novo mobiliário, teto funcional, cujo forro absorve o som e reduz os ruídos do local e que conta com um material vulcânico que inibe os odores característicos de comida e gordura. Os banheiros do andar foram reformulados e os dos outros andares devem passar por obras nos próximos meses.

No Estação, os banheiros para os clientes foram reformados em dezembro, assim como o fraldário, que conta agora com uma sala de amamentação, postos de troca de fraldas com cubas em inox e chuveirinho com água quente e fria e microondas. Outra benfeitoria, entregue em outubro de 2007, foi a construção de dois vestiários exclusivos para as pessoas que trabalham no Shopping Estação, aberto em 1997. O Crystal Plaza também modificou os banheiros de todos os pisos, o fraldário e o ambulatório e até abril deve finalizar a reformulação da praça de alimentação externa.

O Shopping Curitiba também já está de cara nova. No nível L2, o piso e o guarda-corpo (mureta de proteção) foram totalmente substituídos. O arquiteto Ricardo Amaral fez um projeto de reforma completa dos corredores, iluminação, dos sanitários, do valet parking e da praça de alimentação. Serão criados ainda um sanitário-família e novos espaços de lounges, com sofás para clientes. A fachada também está sendo revitalizada. “No projeto consideramos muito o conceito de sustentabilidade. Segundo Amaral, o objetivo principal é proporcionar conforto para clientes e lojistas.

O ParkShoppping Barigüi, o mais novo de Curitiba, com apenas quatro anos, fará a troca de seu mobiliário, do piso e da decoração interna. Segundo a superintendente do empreendimento, Jacqueline Vieira de Lemos, sempre foram feitas pequenas reformas. “É muito importante a gente se renovar sempre para o cliente. A questão da concorrência também pesa um pouco, já que o público começa a ficar mais exigente”, diz. Os banheiros também serão reformulados e o local ganhará um novo espaço “família.”

Outra aposta do empreendimento para este ano é o Espaço Gourmet, que contará com vários restaurantes, com acesso direto pelo estacionamento. A Multiplan, que administra o shopping, adquiriu, em outubro do ano passado, uma área de 27,3 mil metros quadrados, que servirá para ampliações futuras. Antes disso, diz Jacqueline, é possível aumentar o atual prédio, com novos andares ou ampliação lateral. Mas não há prazo para que ocorra nenhuma das duas coisas.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

BRMALLS (BRML3) "enfrenta as torcidas" agora!


BRMALLS (BRML3) perdeu o seu nível comprador importante, o dos R$ 18,90, chegou a ir, na recente baixa, a uma mínima de R$ 16,10. Fechou ontem a R$ 18,00, alta de 2,85%. A projeção dessa perda de suporte é lá pelos R$ 13,00 (glup).

Nesse nível agora (o dos R$ 18,90) já encontrou e vai encontrar sempre as torcidas do Vasco, Flamengo, Corinthians, Palmeiras, etc... Vendedoras.

Bricadeiras a parte, noto que ainda é pior o quadro, pois caiu para a banda de baixo. Lembram-se aquelas bandas à 45° (graus) que falei em postagens anteriores, como mostra o gráfico acima, as bandas continuam valendo. Está feio.

Vamos continuar observando fora, claro.

Segue abaixo movimento do pregão passado. Clique para ampliar!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Shoppings tentam ficar longe da crise.

Será que conseguem??



Segue a matéria do Jornal Valor da Claudia Facchini 01/02/2008.

(clique na figura para aumentar)


A crise no mercado imobiliário americano não deve esfriar neste ano o frenesi de aquisições por que tem passado a indústria brasileira de shopping centers desde meados de 2006. Este é o diagnóstico feito por analistas e empresários do setor ouvidos pelo Valor.

O nervosismo e a volatilidade nas bolsas tendem a inibir novas captações por meio de emissão de ações, mas existem outras fontes de recursos às quais as grandes empresas poderão recorrer para continuar bancando seus investimentos, como os empréstimos bancários. As instituições financeiras não fecharam as torneiras e as linhas de crédito para o setor continuam abertas.

Os shoppings são vistos pelos investidores como um negócio imobiliário, setor que está no epicentro da crise que arrastou para baixo as bolsas no mundo todo. Nos Estados Unidos, as ações das grandes empresas de shoppings foram penalizadas. Os papéis do Simon Group, o maior grupo do setor no mundo, e da General Growth Properties (GGP), que é sócia da Aliansce no Brasil, acumulavam em 12 meses quedas de 28% e 42%, respectivamente, até 18 de janeiro na bolsa de Nova York.

No Brasil, as ações das empresas listadas na Bovespa - Iguatemi, Multiplan, BR Malls e General Shopping - também sofreram. Todas perdem para o Ibovespa desde o seu lançamento na bolsa (ver quadro).

O presidente da General Shopping, Alessandro Veronezi, tem esperanças de que a bolsa volte à normalidade. Ele planeja antecipar para o segundo semestre de 2008 a venda de uma nova quantidade de ações, antes prevista para 2009.

Nesta semana a General Shopping participou em Nova York, a convite da Merril Lynch, de uma apresentação de empresas imobiliárias brasileiras para investidores estrangeiros. Cerca de 50% das ações da General Shopping está nas mãos de investidores americanos e outros 25% com europeus.

Com a crise, Veronezi aproveitou o evento para convencer os investidores de que o Brasil não é os EUA. Enquanto o mercado imobiliário e o varejo americanos estão sendo fortemente castigados pelo colapso na capacidade de pagamento dos consumidores, o Brasil passa por uma situação inversa, tanto do ponto de vista da inadimplência e do grau de endividamento. Enquanto o mercado de shoppings americano está concentrado nas mãos de três grandes grupos - Simon, GGP e Westfield -, mais de 50% dos empreendimentos brasileiros pertencem a pequenos empresários e são alvos de aquisições.

Uma elite de empresas - conhecidas como "consolidadoras" - saiu à caça de oportunidades e desencadeou um processo de concentração. Fazem parte deste time as quatro empresas listadas na Bovespa, além da Aliansce, Brascan, Ancar e Sonae Sierra. A Aliansce anunciou, por exemplo, que tem cinco aquisições em processo avançado de negociação e que espera fecha-las nos próximos dias. A empresa também pretendia fazer um IPO, mas desistiu após a instabilidade. Para manter-se no jogo, os sócios da Aliansce - a GGP, o fundo Gávea e o empresário Renato Rique - decidiram bancar uma verba de R$ 600 milhões, que serão gastos em aquisições e projetos.

Mesmo se o mercado de capitais continuar volátil e avesso a riscos, os analistas afirmam que as empresas brasileiras de shoppings ainda têm um grande potencial de alavancagem. "O nível de endividamento das empresas, principalmente da Iguatemi e da Multiplan, é muito baixo", afirma um analista da corretora Link, que prevê que a movimentação na indústria de shoppings continue aquecida neste ano. Essas duas empresas poderiam, facilmente, contrair dívidas para financiar aquisições, expansões ou novos empreendimentos.

"Nós já tínhamos linhas disponíveis nos bancos e elas não foram fechadas (após as turbulências)", diz o presidente da General Shopping, que também avalia captar recursos por meio de dívida neste ano. A empresa foi a última a abrir o capital das quatro administradoras de shoppings listadas na Bovespa e embolsou, com a operação, R$ 267 milhões.

Ao todo, as quatro empresas levantaram R$ 2,4 bilhões com as ofertas públicas iniciais de ações (IPO). A Iguatemi conseguiu R$ 549 milhões; a Multiplan, R$ 657 milhões e a BR Malls, R$ 925 milhões. Mas parte do dinheiro já foi gasta em aquisições, expansões e nos projetos chamados "greenfield" (construção do zero).

De acordo com a Link, a BR Malls é a empresa mais alavancada. O braço de shopping centers da GP Investimentos possuía, até o fim do terceiro trimestre, um endividamento em torno de R$ 1 bilhão, destes R$ 600 milhões venciam no curto prazo. A companhia, porém, tem uma geração de caixa suficiente para realizar investimentos.

Além de aquisições, a BR Malls anunciou no ano passado o investimento em seis projetos "greenfield". Segundo a Link, a corrida por aquisições inflacionou os preços, o que faz com que os investidores passassem a cobrar das empresas mais investimentos em projetos "greenfiled", que possuem melhores taxas de retorno.

Voltando...


Olá todos, espero que estejam bem.

Estou voltando de férias/Carnaval hoje, vou colocar toda a correspondência em dia, o mais breve possível e arrumar o Blog. Tenho muita coisa nova que ficou acumulada e vou mandando aos poucos, sem contar a análise dos mercados / ativos.

Repito, apesar de minhas análises se basearem 99,9% na escola técnica/gráfica, coloco textos de cunho fundamentalista. A análise fundamentalista nunca deve ser deixada de lado, e sim ser utilizada em conjunto com a análise técnica. Mas aqui no Blog, essa escola se resume em textos e notícias divulgadas pela CVM, mídia, etc.

Obrigado pela audiência.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

53.000 pontos e esticada das minhas férias!


Olá
espero que estejam bem.

Estive vendo o mercado hoje, de volta da semana passada de descanso, para ver se formava algum padrão, se "tinha jogo", depois dessa queda, pois o Ibovespa sentiu os 53.000 pontos (segundo a média móvel), sinal que tem coisa aí, e assim mantendo a alta de loooongo prazo, mas agora vamos ver se "fura" pra baixo( eu acredito mais! ) ou se sobe daí, mas precisa formar algo.

Vou esticar minha férias mais essa semana, volto no dia 7 de fevereiro, depois do Carnaval, voltando mesmo quando o ano começa! Pelo menos é o que dizem.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Férias de uma semana!


Pessoal da blogsfera financeira!

O blog estará/está em hibernação por 1 semana, apesar desse "movimento interessante do mercado", com certeza teria coisas a dizer!

Mas ninguem é de ferro.

No dia 28 de janeiro estou de volta aqui.

Até la´!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Regras severas levam shopping centers a buscar novos modelos de promoções.

Você sabia do governo federal exige a apresentação de certidões negativas de impostos de cada uma das lojas de um shopping center para realização de sorteios?

Com isso, muitos shopping centers estão deixando os sorteios de lado. De acordo com portaria do Ministério da Fazenda, de julho de 2006, as empresas devem estar em dia com as contribuições à Previdência Social, quanto à Dívida Ativa da União e tributos federais, estaduais e municipais. O objetivo é garantir que o consumidor não seja prejudicado. Mas deve ser difícil conseguir a documentação de todos os lojistas em tempo hábil.

Uma sugestão dos grandes varejistas é a criação de um grupo com representantes de diversos setores que regulamente as promoções, a exemplo do Conselho de Auto-regulamentação Publicitária (Conar) que fez uma cartilha definindo as regras da publicidade. As lojas passaram então a lançar mão da criatividade para criar novos modelos de promoções.

Tem quem ache interessante ter 10 mil unidades de brinde do que premiar só uns poucos clientes, pois acham que cliente volta ao shopping, porque é premiado.

O que você prefere como consumidor, que o shopping center faça um sorteio de um automóvel, ou 200 mil bichos de pelúcia para quem consumir a partir de de uma quantidadde determinada em suas lojas?

Eu acho que não vale aqui o "Mais vale um pássaro na mão que dois voando", eu prefiro como consumidor o sorteio de um automóvel do que entulhar a casa com bichinhos.

Agora isso também depende muito do valor do limite consumido estipulado para se participar do sorteio, o tipo público do shopping, a média de consumo por cliente, etc..

Bolsa de Mercadorias Futuros "fez o combinado"! Está faltando a Bovespa Holding agora.


Antes de tudo, quero avisar que não trabalho só com "gaps", mas no caso das ações novatas, é um dos padrões que devem ser observados, como também os "candlesticks", pois o "gap" não precisa de muitos períodos para se chegar a uma conclusão técnica.

Ação da Bovespa Holding (BOVH3) já começou "a entortar" depois de dia 14 de dezembro do ano passado, deixando um gap a R$ 35,30, esse fechado no primeiro dia desse ano, numa "visita da saúde" em que deu uma máxima de R$ 35,35. Depois daí já esta caindo 28% (R$ 25,24) indo para uma outra banda do gráfico, rumo aos preço que saiu no seu lançamento (IPO) de R$ 23,00.

Não sou cientista político, mas acompanho, pois a economia está presa à política, e observo que o governo Lula está fazendo água e não é transposição do rio São Francisco. Não é bom para Bolsa, pois não se sabe o que vem por aí!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

BMEF3 caiu 8% ontem. Por quê? A resposta...


BMEF3 caiu 8% ontem. Por quê? A resposta foi postada aqui a um mês atrás, veja aqui a postagem que eu já tinha colocado alertando dessa queda ( http://shopcb.blogspot.com/2007/12/gaps-dos-ipos-da-bovh3-e-bmef3.html).

A postagem fala por si só, pois isso acontece muito, é só observar, para os "flippers" ficarem sabendo.

Detalhe, tem "gap" pra cima agora a R$ 24,45, vai lá! Quando? Hummm!!!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Foco nos EUA.



O Índice Dow Jones no suporte do canal de alta!

Nos EUA apesar das quedas evidenciadas durante a negociação de ontem, os principais mercados acionistas norte-americanos tiveram uma forte recuperação na reta final do pregão, tendo os mesmos encerrado com valorizações entre 1,2% a 1,4%.

Na base deste movimento, esteve a significativa repercussão verificado por alguns dos principais grupos financeiros norte-americanos, bem como do segmento tecnológico, este último suportado por comentários favoráveis da Hewlett-Packard para a evolução dos lucros em 2008.

Na esfera macro-económica destacamos a divulgação das reservas semanais de crude pelo Departamento de Energia norte-americano as quais registraram um decréscimo de 6,7 mn de barris, tendo os estoque de gasolina aumentado para 5,2 mn de barris, um movimento que se encontra justificado pelo incremento significativo da capacidade de refinição ( +1,93% vs +0,10% antecipados).

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Multiplan me mostre um gráfico que faça sentido!


A Multiplan ( MULT3 )que administra o MorumbiShopping e o BarraShopping, entre outros, testa hoje, mais uma vez o suporte onde aparecem compradores, a R$ 20,00. Mas nada que mostre que devemos ir junto dessa turma.

Continuamos observando de fora, comprados em outras ações melhores no presente momento!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

A muito tempo que não coloco...

Segue a tabela do pregão de hoje com as ESCs (clique para ampliar):

BRML3 caiu 6% ontem! Porque será?

Ontem BRMALLS caiu 6%, pois tinha mais um "gap" para fechar, esse a R$ 20,50 e que foi fechado ontem.

Tenho notado que me perguntam mais sobre essa ação do setor das ESCs, e para mim continua no "pátio de estacionamento a 45° (graus)", como mostra o gráfico acima, as bandas continuam valendo.